Quando a burocracia fala mais alto que a urgência médica, a Justiça precisa agir.
Uma paciente convivia há anos com dores intensas e limitação de movimentos. Após diversos exames, veio o diagnóstico: escoliose grave, com necessidade de cirurgia urgente para evitar a piora do quadro.
O procedimento era essencial — mas a autorização do plano nunca chegava.
Em fevereiro de 2024, o pedido foi protocolado junto à Unimed FERJ.
Por meses, a resposta era sempre a mesma: “está em análise”.
Nenhum prazo. Nenhuma solução.
Foram seis meses de espera, dor e incerteza.
Diante da omissão, a paciente precisou recorrer à Justiça. O pedido era simples: que o plano cumprisse o contrato e autorizasse a cirurgia indicada pelo seu médico.
A urgência era evidente — o risco, real.
O juiz reconheceu o perigo e concedeu liminar determinando que a Unimed FERJ autorizasse a cirurgia em até 5 horas, sob pena de multa diária.
Mesmo assim, a operadora demorou quase dois meses para cumprir a decisão.
A cirurgia só aconteceu em agosto de 2024.
Como consequência, o Tribunal condenou a Unimed FERJ ao pagamento de R$ 20.000,00 por danos morais, reconhecendo que a demora injustificada agravou o sofrimento da paciente e violou seu direito à saúde.
⚖️ A lição que fica: O acesso à saúde é um direito fundamental. Nenhum paciente deve esperar meses por um procedimento essencial por causa de entraves burocráticos.